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Notícias - 02/01/2020

Diretor da ELMO afirma que a venda de imóveis de alto padrão estão acontecendo com mais facilidade



O mercado imobiliário está aquecido e o sonho da casa própria pode estar mais perto de se tornar realidade. O investimento em um ativo fixo — já que as aplicações financeiras tradicionais se tornaram menos atrativas, em um cenário de juros baixos — começa a despertar investidores e pessoas físicas que querem sair do aluguel ou trocar um imóvel pequeno por outro maior. Mas, antes de decidir o que fazer com o dinheiro, muitas vezes guardado ao longo de uma vida inteira, é preciso cautela. Buscar informações seguras é fundamental para não se arrepender mais tarde.

 

Esse movimento de boas oportunidades está começando lentamente, mas é sustentável, garante Eduardo Aroeira, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi/DF). “Inflação e juros estão baixos e o crédito imobiliário vem se expandindo”, diz. Números da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) apontam que o total de unidades vendidas somaram 129.139 no acumulado em 12 meses. No terceiro trimestre de 2019, as vendas aumentaram 15,4% em relação ao mesmo intervalo de 2018. O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi responsável por 50,7% do total de unidades vendidas. No total de lançamentos, a representatividade do MCMV passou de 45,9% para 56,9%.

 

Os lançamentos residenciais no Brasil também fecharam no azul, com alta de 23,9% no terceiro trimestre de 2019, em relação a 2018, e avanço de 4,1% na comparação com o segundo trimestre deste ano. Aroeira destaca que, pela primeira vez, o mercado voltou aos níveis de 2013, a maior recuperação em relação aos últimos três anos. “Mas não repetirá o cenário de 2011 ou de 2010. Hoje é mais seguro. Naquela época, não se previa desenvolvimento econômico e era difícil contratar mão de obra”, lembra.

 

As instituições financeiras estão ajudando na retomada. Os juros, em algumas delas, estão em 6,75% mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada. No início do ano, as taxas estavam entre 9,5% e 11% com a TR. A Caixa Econômica Federal passou a oferecer outro financiamento, com juros de 2,95% ao ano, corrigidos pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), que está em 3,27% no acumulado de 12 meses, ou o máximo de 4,95%, mais IPCA. “Antes existia apenas a opção pela TR. É uma vantagem”, ressalta Aroeira.

 

No entanto, os especialistas recomendam que o consumidor faça os cálculos detalhadamente. Nem sempre o valor da prestação cai significativamente. Um imóvel de R$ 240 mil, por exemplo, em 360 meses, pela TR, terá valor mensal da parcela de R$ 1.820,65. Pelo IPCA, nas mesmas condições, cai para R$ 1.267,38. Mas se a inflação subir, a prestação também sobe.

 

Claudio Quintana, gerente comercial da Brasal Incorporações, lembra que as empresas fizeram promoções com preços de 2014 — o metro quadrado a R$ 11,3 mil. A previsão é de que, em 2020, suba para R$ 12 mil ou R$ 12,5 mil. A economia para o consumidor, no caso de apartamento de 100 ou 120 metros quadrados (m²) chega a R$ 200 mil ou R$ 300 mil, contabiliza Quintana. “A demanda é grande. No estande da Asa Norte, chegamos a vender 30 unidades em um só dia”, conta.

 

O diretor da Elmo Engenharia, Guilherme Pinheiro Rezende, afirma que os imóveis de alto padrão estão saindo com mais facilidade do que o esperado. “De 113 unidades — de 4 suítes e 180 m² e 3 suítes, de 135 m² —, foram vendidas 90% em apenas um fim de semana. Ao final, 103 negociações foram fechadas”, detalha. E 80% das unidades foram seguramente para moradia, presume Rezende. “Está acontecendo uma coisa que não se via em Brasília desde 2012”, avalia.


Fonte: Correio Braziliense 

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