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Notícias - 21/11/2019

A reconstrução do mercado imobiliário



Pelos cálculos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o setor da construção está em ritmo acelerado. Em agosto (o último dado disponível), os lançamentos somaram 7.683 unidades em todo o País, resultado que colaborou para um total de 56.069 unidades lançadas no acumulado do ano – volume 9,9% superior ao registrado no mesmo período de 2018. Considerando os últimos 12 meses, os lançamentos totalizaram 105.470, resultado que revela um aumento de 15,4%.

Outro levantamento, feito pelo Sindicato da Construção de São Paulo (Secovi-SP), mostra que a porcentagem de contratos de compra de imóveis cancelados em agosto de 2016 foi de 23,5% só na capital paulista. Em setembro de 2019, último resultado anunciado, estava em 4,7%. “A melhor hora para quem quer investir é agora. A exemplo da bolsa de valores, que já foi às alturas, o mesmo deverá ocorrer com os imóveis em um futuro bastante próximo”, afirma Isaac Elehep, presidente da construtora Mozak.

“Um retrato disso percebemos com as vendas dos empreendimentos lançados, que têm superado nossas expectativas. Cerca de 85% do Índigo, no Rio de Janeiro, foi comercializado antes mesmo do seu lançamento”, comemora. O valor geral de vendas da empresa, segundo Elehep, vai subir de R$ 500 milhões, neste ano, para R$ 600 milhões, em 2020.

 

Todos esses números explicam a empolgação do CEO da construtora Trisul, Jorge Cury, com os resultados de sua empresa nos últimos meses e também por integrar o grupo de construtoras que recentemente captaram R$ 4,4 bilhões na bolsa – ao lado de Tecnisa, Eztec, Helbor, Gafisa, LPC (ex-Lopes), Cyrela e Log Commercial.

 

O montante foi festejado porque deixa a percepção do mercado de que o Brasil está perto de um novo boom imobiliário. “O segmento da construção é um termômetro da economia. Tradicionalmente, antecipa o cenário de crescimento econômico”, afirma Alessandro Farkuh, economista do Bradesco BBI. “Há uma expectativa de recuperação sustentável no PIB.”

 

Se o futuro promete, o presente é formado por números reais. O balanço da Trisul mostra receita operacional líquida de R$ 583,7 milhões nos nove primeiros meses de 2019, aumento de 47% na comparação com igual período de 2018. O lucro líquido de janeiro a setembro foi de R$ 96,4 milhões (+88%), vendas líquidas de R$ 785,5 milhões (+86%) e os lançamentos totalizaram R$ 864,7 milhões (106%). Com esses resultados, a companhia captou na bolsa, sozinha, R$ 405 milhões, o equivalente a 14% do valor total da empresa.

Os recursos serão usados para alavancar a construção de empreendimentos residenciais no município de São Paulo, principalmente nas badaladas zonas Sul e Oeste para famílias de classe média alta. “Foi um sucesso. Mais de 85% da nossa oferta foi adquirida por fundos brasileiros. Com os recursos estamos lançando potencial de 14 ou 15 empreendimentos em 2020, algo em torno de R$ 1 bilhão, talvez um pouco mais”, conta Cury.

 

“Estamos confiantes na retomada. A queda da inflação e a redução dos juros trouxeram desconforto para pessoas que tinham capital aplicado em renda fixa, e agora estão comprando ações de empresas, indo para fundos imobiliários ou multimercados e colocando o dinheiro em empreendimentos”, disse.

 

Um exemplo dessa fartura de recursos e de novos projetos é a construção de um edifício de alto padrão no bairro do Tatuapé, zona Leste da capital paulista, que será o residencial mais alto da cidade. O edifício Figueira Altos, da Construtora Porte, quando estiver pronto, em 2021, terá 52 andares e cerca de 160 metros de altura. Os apartamentos (um por andar) terão quatro suítes, área privativa entre 337 m² e 350 m², cinco a oito vagas de garagem e depósito privativo.

 

O presidente do Secovi, Basílio Jafet, diz que a situação mudou bastante. O setor passou muitas dificuldades entre 2014 e 2018, mas parece ter reencontrado o caminho do crescimento. “Cada ponto percentual de redução dos juros pode diminuir o valor das prestações em até 15%. É um argumento ótimo para quem está em dúvida se compra ou não um imóvel.”

 

Fonte: Istoé Dinheiro

Link: https://www.istoedinheiro.com.br/a-reconstrucao-do-mercado-imobiliario

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